Dicas para seu negócio não cair na crise – corte de custos – transporte

As empresas que utilizam de transporte para entrega de produtos, perceberam imediatamente a alta dos combustíveis, e agora como minimizar estes gastos?
Por que não utilizar alternativas sustentáveis?
O restaurante Piadina Romagnola http://www.piadina.com.br/ em São Paulo, ao invés de motos trocou suas entregas utilizando bicicletas, o empresário disse que economizou 30% nos gastos com transportes*.
Ótimo exemplo de redução de custos; sempre lembrando do planejamento, equipar o entregador, treinar, utilizar equipamentos de proteção, entre outros.
A utilização de bicicleta principalmente na grande capital São Paulo tem vários benefícios; a mesma ideia pode ser utilizada em diversos comércios em todas as cidades do Brasil.
A bicicleta já foi muito utilizada por comércios no passado; a rapidez das motocicletas e a redução de preços deste tipo de veículo devido à grande demanda, custo de manutenção e pouco consumo de combustíveis a bicicleta deixou de participar do cenário comercial.
Como diz o ditado “é como andar de bicicleta, nunca esquece”, as bikes como hoje popularmente são chamadas estão de volta com forca total; ciclovias, adesão como meios de transportes, utilização em esportes, é pujante a volta dela.
Há relatos que a primeira bicicleta foi desenhada por Leonardo Da Vinci por volta de 1490, mas não há dados oficiais quando a primeira foi utilizada; no ano de 1818, oficialmente foi patenteada a primeira bike na Europa.
Assim como utilizar de alguns métodos como este de redução de custos, é importante inovar e utilizar da expertise e Know-how do empresário para adequar os custos, mantendo sempre a qualidade de produtos e serviços.

* matéria veiculada na Revista Pequenas Empresas Grandes Negócios, pg 88 edição abril/2015

Planejamento e sucesso.

Dicas para seu negócio não cair na crise

A dica fundamental é o controle; muitos empresários com o “corre corre” de suas exaustivas cargas de trabalho, preferem fazer seus fluxos de caixa de cabeça, do que pegar um lápis e papel, escrever e fazer contas.

Com tecnologia, hoje existem diversos softwares para gestão de fluxo de caixa que são excelentes para controle de pequenos e médios negócios.

O planejamento é valido, tanto para os negócios que estão a todo o vapor e para aqueles que estão visualizando a crise.

Sempre ouço muitos empresários dizendo que o seu negócio e bom e rentável; então, quando eu pergunto qual o lucro líquido e a viabilidade do negócio e outros números, opa! não sabem. Isso é muito comum, não temos cultura financeira de planejar, de controlar, não aprendemos isso na escola.

A grande diferença quando se há controle, é medir o seu negócio, isso faz com que a decisão seja antecipada e evite riscos. É claro que quando abrimos um negócio nunca se pensa em fecha-lo, mas aí que entra uma importante questão, a viabilidade.

Utilizando de simples ferramentas de controle, como o fluxo de caixa, inicia-se um ponto muito forte em controlar suas contas, observando o que entra e o que sai, e se consequentemente terá saldo positivo no caixa ou não. Com esse pequeno controle fica fácil e simples, planejar sua semana, quinzena e o ideal é o mês. Essa ferramenta é tão eficaz para o seu início de planejamento que logo estará fazendo o planejamento anual.

Neste primeiro estágio, verão a necessidade de aumentar as vendas, reduzir as despesas e planejar mais, a viabilidade do negócio simplesmente começa a aparecer, desde que sua empresa, não necessite de caixa, já é um ótimo começo.

Bons negócios.

Marcelo Caixeta
marcelo@caisep.com.br

SPED – bom ou ruim para as empresas?

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O SPED inicia-se oficialmente com a edição do Decreto 6.022 de 22/01/2007, que em seu artigo 1º diz: Fica Instituído o SPED

O SPED estava dentro das medidas anunciadas pelo Governo Federal na época, em decorrência do Programa de Aceleração do Crescimento 2007-2010 (PAC).

Desde então inicia a corrida contra o tempo!

O que é o SPED?

A definição do SPED, está no site administrado pela Receita Federal, no endereço http://www1.receita.fazenda.gov.br/sistemas/sped-fiscal/o-que-e.htm em consulta no dia 08/09/2014 as 20:37.

A Escrituração Fiscal Digital – EFD é um arquivo digital, que se constitui de um conjunto de escriturações de documentos fiscais e de outras informações de interesse dos fiscos das unidades federadas e da Secretaria da Receita Federal do Brasil, bem como de registros de apuração de impostos referentes às operações e prestações praticadas pelo contribuinte.

Houveram algumas prorrogações, no que tange ao envio do arquivo no decorrer do caminho, justamente para adequação das informações e ajustes necessários na contabilidade, escrita fiscal, organizações operacionais e administrativas, pois o SPED, demandou softwares de altíssimo nível, para obtenção de informações precisas, que até então o empresariado que já possuía ferramentas de TI[1], teve que fazer um “upgrade” para atender o fisco; não esquecendo de um item extremamente significativo “o custo SPED”; ao meu ver, este custo moveu cifras enormes de dispêndios com a tecnologia que acontecia.

É bom lembrar, que o SPED, além de demandar excelência em nível técnico para a montagem do arquivo, em havendo erro, omissão, falhas entre outras o contribuinte (as empresas), pagam a conta, ou seja, a falta da entrega do arquivo, como praxe das declarações acessórias[2] são punidas com multas nada agradáveis ao fluxo de caixa, e consequentemente os erros, divergências, inconformidades com as demais declarações, podem gerar fiscalizações para conferencias.

Hoje, depois de 7 anos e alguns meses, como estamos?

Após muito estudar o tema em conjunto com pesquisas a contabilistas e “expertise” em empresas de médio e grande porte, conclui que os erros no SPED são maiores que 50%. Esses erros, acumulam certas contingencias fiscais, quando não são corrigidas antes de uma possível fiscalização.

Os arquivos magnéticos são enviados via internet e há uma pré validação, em software próprio dos órgãos governamentais para checagem simplesmente se o “layout[3]” elaborado está de acordo para a leitura e absorção de um segundo software receptor. Assim, pensando que o contribuinte, observou os ditames para elaboração, este arquivo é validado e respectivamente  entregue ao órgão com êxito.

Então se falarmos em arquivo magnético, está tudo “ok”!

E as informações que foram neste arquivo?

Neste ponto que está o problema. As informações devem ser checadas, analisadas, ter congruência com todas as declarações entregues, ser a cópia fiel da contabilidade, da apuração dos impostos tudo isto antes do envio pela “web”, pois a partir da entrega, inicia um processo silencioso de cruzamento de informações do fisco; ocorrendo divergências o órgão responsável intima e em casos mais delicados, pode ocorrer multa e uma possível fiscalização, que esta última pode ser totalmente eletrônica.

Relembrando, logo no início da inserção do SPED no Brasil, falou-se que os objetivos eram: promover a integração dos fiscos; racionalizar e uniformizar as obrigações acessórias para os contribuintes; tonar mais célere a identificação de ilícitos tributários; entre outros.

O que mais me chamou a atenção foi o “entre outros”, pois ouvi no próprio auditório da Receita Federal, dos próprios “multiplicadores do SPED[4]”, que tudo inclinava para a redução da carga tributária, sem ênfase ao tema, finalizo o texto, sem perspectiva concreta de nosso Pais sair do “ranking” de um dos maiores cobradores de impostos do mundo.

Marcelo Caixeta


 

[1] TI – Tecnologia da Informação
[2] No texto, são declarações que a Receita Federal, exige do contribuinte/empresa, com diversas informações contábeis, de apuração de impostos entre outras.
[3] Modelo de arquivo exigido pelo fisco, que contenha a composição obrigatoriamente de acordo com os parâmetros exigidos para o órgão receptor, obter a leitura do arquivo magnético
[4] Atribuição aos especialistas em disseminar o entendimento e a relevância do SPED para o País.