MENSURAÇÃO DO EBITIDA

EBITIDA significa lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização. É uma métrica considerada como non GAAP measurement, que é medido de forma precisa e objetiva. Ele pretende medir recebimentos em caixa sem os efeitos de impostos.

EBITIDA difere do fluxo de caixa operacional das entidades (cash flows) em uma demonstração de fluxos de caixa, essencialmente por exclusão de pagamentos de impostos ou de juros, bem como alterações no capital de giro. O EBITIDA também difere do fluxo de caixa livre, pois exclui a necessidade de liquidez para a substituição de bens de capital (capex).

A margem EBITIDA se refere ao EBITIDA dividido pela receita total. A margem mede a extensão em que as despesas operacionais de caixa se relacionam com a receita.

O EBITIDA é calculado pelo lucro antes da dedução das despesas de juros, impostos, depreciação e amortização. Essa medida é de particular interesse nos casos em que as entidades têm uma grande quantidade de ativos fixos que estão sujeitos a encargos de depreciação significativos (como entidades de manufatura) ou, no caso de uma entidade que tem uma grande quantidade de ativos intangíveis adquiridos e é, portanto sujeito a encargos de amortização de grande porte (como uma entidade que adquiriu uma marca ou uma entidade que recentemente fez uma grande aquisição).

O EBITIDA é uma boa maneira de comparar entidades de diferentes indústrias. Essa medida também é de interesse para os credores de CIA, uma vez que o EBITIDA é essencialmente a renda da entidade que possibilita os pagamentos de juros. Em geral, o EBITIDA é uma medida útil apenas para as grandes entidades com uma quantidade significativa de financiamentos ou dividas bancarias. Raramente é uma medida útil para avaliar uma entidade pequena, sem empréstimos significativos.

Outra medida importante é o conceito de Tax Shield. Isto significa que embora a depreciação não seja uma despesa que é paga ou que gera caixa para a entidade, ela produz uma redução de impostos de entidades.

TAX SHIELD = DEPRECIAÇÃO X TAXA DE IMPOSTOS

Recentemente a CVM editou regras cujo intuito será uniformizar o indicador EBITDA. Segundo José Carlos Bezerra, superintendente de normas contábeis da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a Instrução CVM nº. 527 disciplina a divulgação deste indicador.

As companhias abertas são obrigadas, por lei, a divulgar trimestralmente o Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE), que é a demonstração contábil, na qual apresentam o lucro alcançado no período, porém, a divulgação do EBITDA torna-se facultativa.

Para calcular o EBITDA, torna-se necessário adicionar ao Lucro Operacional, o valor total da depreciação de seus bens (imóveis e equipamentos, entre outros) que, normalmente, já está inclusa no custo dos produtos vendidos.

Além disso, não devemos subtrair as despesas financeiras e a correção monetária. Assim, podemos chegar diretamente ao EBITDA da seguinte forma:

“NOTA” Segundo a recomendação realizada por Sérgio Carlos Bezerra (Superintendente de normas contábeis CVM, a metodologia tradicional apresentada para cálculo do EBITDA apresentada nos Livros de Finanças, devem ser mantidas como método a ser aplicado).

Neste contexto, a contabilidade torna-se uma ferramenta fundamental para avalizar a metodologia de cálculo do EBITDA por obter resultado técnico-factual que possibilite a gestão visualizar o resultado utilizando-se de relatórios financeiro-gerenciais dentre eles a demonstração do resultado para mensuração da rentabilidade empresarial tal como:

Metodologia de Cálculo

Conclusão

A metodologia apresentada acima foi incluída a Variação das Despesas Provisionadas, muito embora em alguns textos de análise financeira este ajuste não é feito. Esta variação refere-se a contas do Passivo relativas às Provisões feitas pela empresa (férias, décimo terceiro salário, devedores duvidosos e contingências), as quais, no Brasil, são muito expressivas e afetam o cálculo do EBITDA.

Contudo, na prática o EBITDA quer dizer: se a empresa vendesse somente à vista, pagasse seus impostos e custos e despesas somente à vista e não mantivesse estoques, este valor EBITDA iria para o caixa. Considerando que o EBITDA é conceituado como fluxo, este, também iria para o caixa, caso, todas as contas que se encerram na Demonstração de Resultado até a Linha do EBITDA (contas a receber de clientes, estoques, despesas antecipadas, fornecedores, impostos sobre as vendas a recolher, salários a pagar, entre outras) permanecessem como o mesmo valor no inicio e no fim do período. Neste sentido, o EBITDA, pode ser considerado, no máximo, um potencial de geração de caixa.

Por Rafael Levi – Contador na CAISEP Assessoria Empresarial

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